quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Postagem de um tempo

Meu pulmão está saltando pela minha boca, meu coração também. Faz um mês que eu me intupo de remédio e nada adianta. Meu outro remédio não faz efeito, e eu estou quase louca. Tudo está acabando, nem lembro como cheguei até aqui, sabe, eu mudei muito, desde ontem, desde junho, desde fevereiro, desde o ano passado, eu mudei. Minha vontade muitas vezes é sair correndo, pra encontrar o meu abrigo, que eu sei aonde está. As vezes eu acho que cobram muito, tudo, e não sei porque. Ninguém sabe o que vai acontecer, muito menos eu, eu não sei como as coisas vão prosseguir e o que vai acontecer, o que não vai acontecer também eu não sei. Estou na beira de uma ponte, e está chegando o tempo de atravessar ela. Em cada passo da ponte eu vou precisar resolver alguma coisa, escolher pra que direção continuar, e abrir meus pacotes para prosseguir, para atravessar e começar, recomeçar, sei lá. Meu pulmão continua ardendo, meu coração também. Esse sentimento de impotência as vezes me estraga. Nem sempre a gente faz o que quer, nem sempre a gente pode fazer o que quer e nem sempre o que a gente faz é o que a gente quer fazer. A vida as vezes cobra mesmo. Ela decide fazer uma prova de resistência, ela já me botou em várias dessas, e olha só, eu continuo aqui. Cada uma dessas provas eu venci e continuei, elas me fizeram mudar e vão continuar fazendo isso. Amanhã eu não sei como você vai me encontrar, mas pode ter certeza que vai ser do melhor jeito que eu consiga estar. Eu odeio quem reclama de tudo. A minha mãe disse que eu sempre conto as coisas do ponto bom, mesmo se forem imprevistos. Porra, alguma coisa de bom tem que ter em tudo isso. Está chegando a hora, de tudo, e de nada, e eu vou continuar aqui, vendo o lado bom, sempre que for possível, e até quando parecer impossível. Um dia eu passo a ponte, aí... bom, aí já é outra história. Pelo menos agora eu acredito, veja só a mudança, é a maior delas.

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