terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lembranças dos dias


Não sabia realmente em que momento pensava mais, se era antes de dormir, ou durante uma viagem silenciosa a noite. Era por muitas vezes consumida pelos pensamentos. Entrava em uma dimensão atemporal, e misturava tudo, o passado, o presente, o futuro, os sonhos e as passagens que nem sabia quando aconteceram ou se aconteceram realmente. Flutuava, deslizava na sua cabeça, cabeça cheia. Muitas vezes começava a pensar em coisas que não levavam a lugar nenhum, outras vezes fazia planos que depois de alguns minutos eram esquecidos, mas muitas vezes lembrava de coisas, de tudo, lembrava da menor fração de tempo de um dia qualquer. Engraçado que isso acontecia quase sempre a noite, a escuridão deve fazê-la esconder-se dentro de si mesma, com todas as suas lembranças. Ela fechava os olhos na escuridão e queria viajar para esses lugares, revivia as sensações e as emoções e quando se dava conta, um sorriso tinha estampado seu rosto, afinal, quer coisa melhor do que rir do passado? Do que gostar do que viveu, que rir das felicidades e desgraças? Sempre viveu em um turbilhão de pensamentos, e nunca foi capaz de se desfazer da sua história.


"Milhões de estrelas coloridas, rumo ao infinito..."

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