Chovia e o vento entrava pela janela aberta. Segurava a folha e mesmo assim ela dobrava. Um murmúrio que se espalhava ao redor, entrava e saía dos meus ouvidos sem fazer sentido algum. Volto o olhar a folha e ela havia se desbobrado, voltado sem eu mexer nada sequer, apenas voltou com com o cessar do vento, e isso chamou a atenção. O barulho lá fora diminuiu e ouvia o tec tec, de alguma tampa fechando, ou de algo sendo colocado em cima da mesa, além de uma voz lá na frente informando, mas que dessa vez, entrava e saia assim como os murmúrios. Eu estava de mau, e não queria falar, queria descansar um pouco encostada nos ombros de alguém. Quem sabe percebam que estava assim, acho que sim. Na verdade queria uma pitadinha de mais atenção, e um pouco menos, muito menos reclamação, mas eu vou aguardar, já que eu pensava que ia ser um pouquinho diferente. Eu sou a folha, que quando posta a um vento muito forte, embora demore, "explode", mas quando o vento cessa, e para mim cessa rápido, eu volto ao normal, do jeito natural, só preciso do meu momento, já que fico assim poucas vezes creio eu, aquele momento onde eu quero um sorriso, ou um olhar, mas que não consigo sequer olhar para alguém. E é só isso, preciso do meu tempinho, e uma atençãozinha maiorzinha iria bem. Mas eu sigo com calma, e volto ao normal, e eu cedo sim, as vezes é preciso mesmo, para o meu bem-estar e para o bem-estar geral. Foi só aquela hora, que o meu olho ficou baixo.
"O mais corrosivo de todos os ácidos é o silêncio." Andreas Frangias
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Prosseguir
Se for parar para pensar, tenho muita coisa inacabada na minha vida, histórias sem fim, mas não por relaxamento, pelo simples fato de acontecer, assim, sem explicação. Assuntos longos, complexos. Meu passado não pode ser enterrado, de modo algum, e muito do que vivi no "passado" continua em meu presente. Talvez era, é, para ser assim, talvez não é para ter um ponto final, em nenhuma das vezes, e de modo algum eu tenho vontade de acabar algumas coisas. Se existe alguma força maior, algum destino ou sei lá eu, quem sabe o meu está escrito em longas estrofes, em muitas páginas, com muitos detalhes e muitíssimo tempo, e também, até se for eu quem tem o poder de levar as coisas como eu quero, faço isso acontecer exatamente assim, pois para mim um mês não é nada, as coisas podem perdurar por muito tempo, com intervalos, sem intervalos, não faz diferença. O que aconteceu, pode acontecer novamente, pode não acontecer, pode acontecer de modo diferente. Só sei que faz parte de mim, todas essas continuações das minhas "histórias", a parte 2, parte 3, ou parte 10 do espetáculo, até porque ultimamente de inédito não tem muita coisa acontecendo para mim, há muita coisa aparecendo novamente, até como uma nova chance. Mas eu gosto disso, gosto de viver e re-viver, as coisas mudam, mudam muito, mas de tanto mudar, as vezes voltam ao mesmo lugar, é a vida, é a minha vida, vivendo e vivendo denovo a mesma coisa, diferente, mas igual.
Que texto confuso, haha.
Que texto confuso, haha.
"Grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças, não apenas em desfrutar das semelhanças." James Fredericks.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Pessoas, caminhos..
Sempre pensei e continuo pensando que todas as pessoas que passam por nós, nos deixam marcas, que muitas vezes ajudam a construir nossa própria personalidade. Pode ser que nos ensinem algo, até sem querer, ou podem ser que ensinem pelo fato de mostrarem as coisas totalmente inversas. Em questão de segundos podem nos marcar, mas podem demorar anos para nos mostrar algo. As marcas deixadas não são sempre boas, mas mesmo as marcas ruins são aprendizados, e cada palavra, cada gesto, pode ser um grande ensinamento. Aprendi com meus amigos ou até com pessoas desconhecidas, coisas que guardo e lembro sempre, coisas que modificaram meu modo de pensar, não por eu ser fácil de manipular, mas por eu achar que o que me mostraram era uma coisa boa, pra mim guardar e seguir. Um ponto interessante nisso também, é que minha memória é muito boa para guardar, diria até todas as conversas que tenho com as pessoas. Lembro de tudo que me disseram, e mesmo muitas vezes isso não sendo recíproco, não me chateio, pois eu lembro e tudo está guardado em mim, cada um em seu arquivo, alguns no coração, alguns na minha cabeça, mas estão lá, sempre lembrados. E é inegável que as pessoas com quem convivemos nos influenciam, ou até aquela pessoa que você tem uma simpatia sem explicação, até sem ter um tal convívio pode te despertar atenção, de um modo ou de outro isso acontece.
Eu penso bastante no que passei com muita gente, a tempo ou hoje mesmo e sinceramente eu gosto disso, gosto de lembrar das minhas vivências, do sorriso despreocupado e da hora do puxão de orelha, da parte em que eu choro ou da parte onde eu judio, nas lições recebidas e dadas, mesmo as vezes não sendo ouvidas, mas é para isso que se vive, para viver e CON-viver, e eu gosto de tudo isso, nem que seja um simples oi, o que você vai fazer lá? Mas também pode ser uma conversa longa, até de dias, de anos, tudo, tudo isso me toca e eu gravo. É coisa de simpatia, de admiração sem pressão, de convivência, de simples cumprimento... Marcas, que jamais quero esquecer.
"Hoje sou quem sou, uma parte são vocês"
Eu penso bastante no que passei com muita gente, a tempo ou hoje mesmo e sinceramente eu gosto disso, gosto de lembrar das minhas vivências, do sorriso despreocupado e da hora do puxão de orelha, da parte em que eu choro ou da parte onde eu judio, nas lições recebidas e dadas, mesmo as vezes não sendo ouvidas, mas é para isso que se vive, para viver e CON-viver, e eu gosto de tudo isso, nem que seja um simples oi, o que você vai fazer lá? Mas também pode ser uma conversa longa, até de dias, de anos, tudo, tudo isso me toca e eu gravo. É coisa de simpatia, de admiração sem pressão, de convivência, de simples cumprimento... Marcas, que jamais quero esquecer.
"Hoje sou quem sou, uma parte são vocês"
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
AAAAAAAH
Deixei isso aberto, durante tempo, mas não tenho nada pra escrever, eu que sou confusa, estou cada vez ficando mais, se é que isso é possível, mas tudo bem. As vezes acho que a menininha está certa quando diz: Ai ana, você mi mata di vegonha! HUDISAHOIUDHASI
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