sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Fotossíntese


Eu amo o sol. Eu amo a luz que ele dá para a vida da gente, eu gosto do jeito que o vidro do carro reflete a sua luz, nos deixando até meio cegos. Eu gosto da energia que o sol passa, eu sinto uma energia muito grande pelo menos. Quando tem sol lá fora, o dia é muito mais bonito. Eu não gosto de dias nublados, isso não combina comigo, dias sem luz, aliás, eu não gosto de escuridão. Eu gosto do brilho do sol, eu gosto muito disso. Gosto das cores e do calor. Eu gosto de ficar ali, no sol, sentindo a vibração, fotossintetizando...

Sabe, a felicidade está aonde você quer que esteja :)

terça-feira, 3 de agosto de 2010


Não importa quanto, é infinito agora...

domingo, 1 de agosto de 2010

Era uma vez...


Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse hoje, minha paixão era o trapézio e me atirava lá do alto, na certeza de que alguém seguraria minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo, mas eu morria de medo, eu tinha medo de tudo quase, circos, ciganos, parques de diversões, aquela gente encantada que chegava, e se ia. Era disso que eu tinha medo, do que não ficava pra sempre. Era outra vez, outro parque, ciganos e patinadores, o circo chegou a cidade, era uma tarde de sonhos, e eu corri até lá. Entrei no meio dos artistas e veio falar comigo uma moça que era a domadora, uma moça bonita, mas uma moça forte, uma moçona mesmo e eu lhe falei que eu queria ser trapezista. Ela me olhou, riu um pouco, e falou que era muito difícil, mas que nada é impossível. Depois veio o palhaço Poppy, veio Diderlang que mais parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças. De repente apareceu uma luz lá no alto e todos ficaram olhando, a lona do circo havia sumido e o que eu via era a estrela Dalva brilhando no céu aberto. Quando me cansei de olhar para alto e fui olhar as pessoas, só aí eu percebi que eu estava sozinha.

Texto de Antônio Bivar, com modificações da minha eterna profe Dani. Que saudades disso tudo.

sábado, 31 de julho de 2010



Liberta-me! Rouba-me!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O outro lado da moeda

Depois de muito tempo, eu mudei o lado da moeda. Eu sempre estive do lado da compreensão, mas acima de tudo do lado de ouvinte mesmo. Essa é a minha hora de falar, de ficar um pouco chata, de falar e falar mais, essa é a minha hora de sentir a compreensão que eu tentei passar e sentir um pouco de interesse, pois eu sempre tentei fazer meu máximo do outro lado. Quero que minhas ações sejam compreendidas, e olha que quem está falando sou eu, a incógnita, que sempre fala e não diz nada, ou não quer dizer.

"Sem terem exatamente consciência disso, quando juntos os dois aprumavam ainda mais o porte e, por assim dizer, quase cintilavam, o bonito de dentro de um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia." Caio F. Abreu.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Tudo que parece meio bobo é sempre muito bonito, porque não tem complicação. Coisa simples é lindo. E existe muito pouco..."
Caio F. Abreu

domingo, 25 de julho de 2010

Beijo na testa, na bochecha


A partir do momento em que você olha durante um longo tempo nos olhos de alguém, sem sentir-se encabulado ou que se pode ficar em silêncio, tendo a sensação de uma conversa gostosa, a partir desse momento, pode-se dizer que há no mínimo uma afinidade. Só a afinidade legítima é capaz do silêncio sem embaraço, a troca de olhares entendidos é a prova da ligação entre as pessoas. Humanos são animais, ditos racionais, mas são instintivos, você sente quando as coisas acontecem, mas não consegue traduzi-las, até porque elas são feitas para sentir-se. As sensações fazem parte, não podemos controlá-las, você, simplesmente, sente! Sinta-se leve, capaz de flutuar ao fechar os olhos, ou sinta-se inteiramente presente no seu lugar, aonde você quer estar. Sinta, sinta, sinta! Você vai sorrir sem controle, os seus lábios vão abrir, mostrando os dentes, sinta, sinta, eu estou sentindo, a lembrança é minha amiga, e me mostra a sensação, sinta, sinta, senti, sinto!


"Me deu uma fé, uma energia. Sei lá..." Caio Fernando Abreu