
Decidiu que ia se entregar. Valia a pena ficar presa, apegar. Não era fácil, nem poderia ser diferente, afinal, era com ela. Mas dessa vez tinha certeza que valia a pena. Começou diferente de tudo que possa imaginar, com uma prova de fogo para ser vencida, uma prova longa. Alguns dias nem tudo era bom, sabe, dizem que não se pode aprisionar os que tem asas. Acontece que por muitas vezes, nem lembrava que tinha asas, aliás, não queria usá-las, queria ficar ali, sem sair, pensando na maior parte do tempo... Pensava muito, não podia fazer muito além as vezes, mas além de pensar, sentia. Sentia saudades, coração apertado, falta, todos os sintomas e mais uma vez tinha certeza de que valia a pena. Era invadida por sorrisinhos, de canto assim, quando lembrava de qualquer coisa, ou quando via, ouvia, sentia qualquer coisa que lembrava. Lembrava com saudade. Quando se sente saudade demais de uma pessoa, passa-se a vê-la de costas, de canto, no jeito de caminhar ou de virar a cabeça pro lado, em todos os lugares. Uma pena não ser você. Mas calma, uma hora a vida se distrai e ai a gente vai se encontrar, sem mais desencontros. Só é preciso que diga todos os dias que teremos todos os outros dias para nós. Eu nunca me senti tão frágil como agora e nunca quis tanto me sentir boba assim. Eu ainda tenho medo ou sofro pra falar algumas coisas, mas agora eu sei o que eu quero nessa vida louca, alguém que é o meu coração. Preciso sentir você, hoje e sempre mais, cuida de mim, me emocione. Quero que fique com a paz do meu sorriso!
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