segunda-feira, 10 de maio de 2010

Amedrontador

Eu sou indiscutivelmente muito ansiosa. Eu tenho medos, eu sinto medos. Eu sou insignificante diante da dor. Eu tenho medo de morrer, muito. No momento em que alguma coisa estranha acontece, meu corpo não me responde mais, eu começo a tremer, eu não me controlo mais. Uma vírgula, vira um texto todo. Isso é medo. Minhas pernas tremem, meu coração salta para a boca, eu congelo, eu começo a imaginar coisas muito ruins, eu começo a pensar no que eu devia ter feito, eu me sinto impotente diante das coisas, entro em pânico, eu quero minha mãe, eu quero que passe, mas eu penso que não vai passar. Parece que as coisas ficam contra a mim, eu tenho uma oportunidade e aí, quase morro de dor. As pessoas ficam estranhas na dor, eu fiquei, juro que pensei que não ia passar, juro. Eu estava com medo, eu estava com muito medo, eu estava com muita dor. Pra não dizer que foi a pior sensação da minha vida, eu direi que foi a segunda pior, eu já senti mais dor uma vez, mas eu não quero nem lembrar, eu não quero sentir dor, foi no peito. Foi em uma música daquelas que a gente quer chorar quando escuta, coisa sentimental, pediram se eu briguei com meu namorado, pediram se eu bebi, mas não, era dor verdadeira. E eu nunca mais quero sentir isso.

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