segunda-feira, 8 de março de 2010

E essa serve para que?

Nesse labirinto, com nome estranho, tipo anilina (anilina é ligeiramente amarela), só que sem veneno amargo, se escondem tantas coisas que nem a própria dona é capaz de analisar e compreender tudo. Na verdade parece até que ela é meio desligada, pois por incontáveis vezes não soube traduzir, nem sequer encontrar o que há lá dentro. Pode ser que ela até saiba de tudo aquilo que lá existe, mas pode ser que não, pode ser que tudo se transformou e ela esqueceu de acompanhar, até de cuidar, e agora está tudo diferente, partes irreconhecíveis. Por fora é alegre, cheio de cores, de passarinhos e joaninhas, por dentro é uma incógnita, um GRANDE ponto de interrogação, ninguém sabe o que existe lá até entrar, e mesmo entrando pode ser cegado pelo escuro que se faz por lá. Acho que o escuro é proposital, na maioria das vezes. As vezes alguém se arrisca a começar o percurso dentro desse labirinto cheio de obstáculos, e acho que até hoje somente um guerreiro chegou ao fim, sem contar que o mesmo tentou novamente, em vão. Tenho certeza que entre as grandes paredes haja coisas maravilhosas, embora algumas estejam mal cuidadas, e também sei que todas as paredes estão cheias de marcas, de cada um que tentou adentrar o recinto. Voltando a dona, aquela desligada, ela já foi superprotetora, agora não mais, quem sabe algum dia ela conhece totalmente o seu tesouro, talvez até doe o labirinto, se existir algum cavaleiro que consiga chegar ao centro, e sair de lá, sem sair verdadeiramente.

"Hoje senti o teu perfume na minha roupa, e eu sei que era teu!"

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