quinta-feira, 28 de abril de 2011

EXTREMA NOSTALGIA!

Essas coisas banais, indiferentes, esses detalhes, essas coincidências, estão sempre me seguindo... O invisível salta aos olhos!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Artéria

Eu tentei fazer do jeito certo, você sabe que eu tentei mas não adianta. Álias, eu tentei de todos os jeitos, eu tentei gritar, eu falei com o coração, eu tentei demonstrar o que eu queria, mas não adiantou. Eu demorei anos para perceber que não adianta e essa é a verdade, eu "caí na real". Eu não sei se consigo demonstrar as coisas. Eu sei que eu consigo não demonstrar, isso é fato, sempre fui indefinível, mas pensei que isso tivesse mudado a partir do momento em que alguém tocou meu coração verdadeiramente. Depois disso eu não me importava mais de estar sentindo e nem disso estar nos meus olhos. Mas será que não sou só eu que me vejo do jeito que estou, como sempre foi? Eu mudei tanto, tanto, tanto, mas parece que sempre estou atrasada, sempre fico na parada esperando o próximo ônibus, e é frustrante. Se existisse transferência de emoção alguém um dia poderia saber como eu me sinto e talvez tentar entender pra me explicar. Só queria poder acalmar um coração, acalmando o meu também. Obstáculos eu sempre tive, eu sempre vou ter e quem sabe dos motivos por isso acontecer, sabe que é a pura verdade. Eu queria que tivesse um arquivo guardado, de como eu era antes e de como eu sou agora, só pra mim ter provas nas minhas palavras. Queria demonstrar, queria, nem que por um tempinho só, ser a melhor, e não ser a que sempre faz de menos. Eu nunca disse que seria fácil, mas eu queria que fosse. Agora eu vou ficar aqui esperando, não vou me manisfetar, pois, se por acaso fizer isso, é bem capaz que eu me afunde cada vez mais. Eu não sei me impor, eu não sei mostrar, agora estou só sentindo, tudo junto, esperando... De que adianta ser alguma coisa se você não consegue ser do mesmo jeito para outra pessoa?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Nostalgia

Um dia lindo, uma tarde de sol quentinha, você está deitada olhando o céu, em um lugar que a menos de dois meses você não conhecia, com pessoas que você viu pela primeira vez a menos de um mês. Repentinamente você lembra de alguma coisa sem sentido que aconteceu a anos atrás. Depois começa a formar um filme de coisas mais sem sentido ainda que aconteceram com você, e outras com muito sentido, que vão te lembrando de outras e assim infinitamente... É bem a minha cara fazer coisas desse tipo, e hoje, eu meio que conclui, se é que se pode chamar isso de conclusão, que a gente não esquece das coisas, a gente não esquece de nada. Acontece que o caminho muda, mas nada que passou anteriormente por ele é arrancado. Eu lembro de dias vagos, e de pessoas que eu não sei nem se lembram que eu existo, até porque, quem concluiu isso fui eu, com os meus pensamentos, só Deus sabe como é que os outros pensam... Mas enfim, se desloca as coisas e as pessoas do seu caminho principal não porque se quer, não porque se decidiu esquecer, é por que acabou ficando longe de onde você está agora, e não tem nada a ver com longe de distância geográfica. Só que isso não significa que você não lembre. Em algum dia, vou pensar em algo que não faz o menor sentido com o que está acontecendo, seja da professora da quarta série, seja o primeiro brinco que eu ganhei, seja a mulher que me atendeu no mercado, em algum dia, em que eu estiver assim, nostálgica, vou lembrar.

sábado, 2 de abril de 2011

Supersaturado

Controlar, acabar, terminar, dminuir, extinguir, sumir com isso. Esse líquido salgado que sai pelos olhos... Não sei qual é a explicação científica para ele escorrer, mas sentimentalmente falando pode-se dizer que é quando a emoção literalmente transborda em alguém. Não que eu goste do Pedro Bial, mas tem uma música, citação dele que diz que lágrima é o "sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração". O coração pode ser espremido de dor, de angústia, de felicidade, de realização, ou de medo, fora muitas outras coisitas mais. Uma vez eu não chorava, a uns anos atrás diria, mas como tudo muda, até bermuda, isso mudou em mim. Eu não sou mais uma pessoa de pedra, mas já estou parecendo de açucar. Tenho muita vontade de chorar. Tenho motivos, tenho saudades, muitas saudades, mas fora dos motivos, eu choro muitas vezes sem motivo algum. Se eu ver um passarinho eu choro, se eu ver uma folha voando eu choro. Eu nunca pensei muito nisso, e não sei o que aconteceu, mas acho que minhas vias lacrimais dilataram. Bom, o que não me faz pensar coisa pior é que em outrio dia eu vejo aquela folha voando e sinto uma sensação muito boa, aí, meu olhos não choram, mas meus lábios sorriem... Vai entender a idalina, controla o choro menina!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A peça-chave

Nunca fui uma pessoa de reclamar das coisas. Sempre preferi baixar a guarda, aceitar. Defitivamente, o que eu estou passando nos últimos tempos tem tudo pra fazer com que eu reclame. Acho que tenho uma falha, não sei me impor, aliás, eu nunca pude. Muita coisa do que aconteceu foi fruto da minha não-participação em muitas decisões da minha própria vida. Sempre foi assim, me senti muitas vezes como um bonequinho. Mas sabe, está a cada dia mais difícil e todos os vestígios apontam para tudo piorar. Foi tudo uma bola de neve, que foi rolando e parece que ganha força cada dia mais e mais. Eu sei que pra ninguém a vida é rodeada de flores, mas tudo passou do limite de aceitação. As vezes eu me arrependo, e não gosto de me arrepender, de não ter vivido desde o princípio de uma outra forma, mas o medo e a insegurança sempre me deixaram ficar em silêncio. Agora, eu parti pra outro rumo, mas continuo presa a tudo isso. Eu sei também, que ao se sentir perdida o primeiro lugar que as pessoas procuram um sossego, ou uma luz é o lar... mas isso eu não vou comentar. Dizem que se planta o que se colhe e cada um tem de mim o que cativa. Não posso controlar mais o que está crescendo, mesmo não me fazendo bem. Espero que um dia, você só perceba tudo o que causou. Boa sorte pra mim, tomara que ela apareça!